A indenização relativa à tragédia do voo 447 da Air France, que caiu no Atlântico com 228 pessoas, deve ficar entre US$ 330 milhões e US$ 750 milhões (de R$ 643 milhões a R$ 1,4 bilhão, aproximadamente), segundo seguradoras envolvidas na operação.
A estimativa engloba desde o valor que será pago às famílias de passageiros até o ressarcimento ao qual a Air France tem direito pela perda do A330-200, que realizava a rota Rio-Paris.
O parecer, ainda provisório, tem por base a Convenção de Montreal, que não estipula teto em caso de acidentes com comprovada falha técnica – daí a importância das discussões sobre a eventual falha dos sensores de velocidade do aparelho.
Caso o valor máximo estimado se confirme, a compensação será a maior da história da aviação, superando o acidente com o A300 que realizava o voo 587 da American Airlines, antes de cair sobre residências em Nova York, em 12 de novembro de 2001, levando à morte 261 pessoas. Em valores atuais, a indenização paga por esse desastre chega a US$ 708 milhões (R$ 1,3 bilhão).
Parentes estão sendo avisados dos direitos
As estimativas sobre o valor das compensações financeiras pelo voo foram obtidas pelo jornal Le Monde, com base nos
cálculos dos seguradores e resseguradores envolvidos.
Os passageiros são cobertos pelo pool de seguradores da companhia, enquanto a perda dos tripulantes, incluindo o brasileiro Lucas Gagliano, 24 anos, será coberta por contratos de acidente de trabalho.
Há ainda no montante cálculos como o ressarcimento à companhia aérea pela perda do Airbus A330, segurado em 67,4 milhões de euros (R$ 183 milhões), embora seu preço real seja de 143 milhões de euros.
De acordo com as seguradoras, os parentes de vítimas estão sendo contatados e informados dos direitos.